Desde que eu era moleque (era?), os finais de semana sempre acordavam com barulho de motores. Eu não moro numa avenida. Os motores a qual me refiro são os da Formula 1. Meu pai sempre foi fanático pela coisa. Seja na época do Senna, mais recente o Schumacher, esse meu pai tem paixão, e agora o Felipe Massa. Mas eu nunca dei valor pra coisa.
A Ferrari de Felipe Massa (foto tirada do G1)
Acordava, tomava meu café, e ia para o PC bater ponto. Quando a coisa pegava fogo que ele começava a gritar eu corria para ver o que tava acontecendo. Via o replay e voltava para o PC. Acho que ninguém tem duvida porque eu fiz Ciência da Computação agora, né? Mas da metade do ano passado pra cá venho dado mais valor a esse barulho matinal. Quando não tem, sinto falta. Estava virando uma necessidade acordar, sempre entre as 8~9 horas, e ouvir um “Bem amigos da Rede Globo!”. E neste ano eu resolvi acompanhar a coisa mais de perto. Foi aí que me apaixonei pela corrida.
Sempre achei muito monotona a coisa. Vários carrinhos correndo, o lider sempre isolado, dando voltas numa pista. Rally sempre atraiu mais minha atenção exatamente por ser o oposto. Talvez o retirement do Schumacher tenha ajudado para acabar com essa monotonia, vamos combinar que o cara era MUITO bom, e a coisa ficou mais competitiva.
Então esse ano a coisa pegou fogo! Vários pilotos (até algumas corridas atrás) tinham chance de ganhar o titulo. Alonso me resolve ganhar corridas no final da temporada. E o Felipe e o Hamilton. O brasileiro e o inglês. Rapaz a coisa pegou fogo. Acabou agora o treino classificatório para o GP do Brasil e o Massa está em 1º com o Hamilton em 4º.
A McLaren de Lewis Hamilton
Como não se apaixonar? Eu desde sempre fui apaixonado por carros. Meu fascinio continua até hoje, sinto o maior prazer do mundo ao dirigir um, sei um carro por sua lanterna dianteira, sei modelo e tudo mais. Já cheguei a ganhar um livro de peças de carro. Não sei porque não fiz Engenharia Mecânica, não me pergunte. Mas sobre o assunto do post, estou viciado em F1. Me da arrepios ver aquela camera no carro, o tempo correndo, a sensação de que o piloto está pisando o acelerador com a última força que o dedão do pé deixa para conseguir chegar 10 centésimos de segundo mais rápido que o outro. É impressionante, e lindo. Recomendo a todos.
Claro que a gente não vai entrar na questão ambiental aqui. É um esporte caro. É um esporte que polui. Mas, como aquela propaganda daquela marca de suco nova que não chegou aqui na fazenda, a vida anda muito chata. Ficar só pensando nisso cansa. Vamos pensar em soluções criativas para que se mantenha nossa diversão e ainda sim preserve o meio ambiente.
Que venha a corrida de amanhã! Estarei lá para torcer!